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 Pete Tong, a voz do mainstream no Reino Unido

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MensagemAssunto: Pete Tong, a voz do mainstream no Reino Unido   Sex Fev 08, 2008 8:31 pm

Clássico DJ de trance e radialista é responsável há anos por colaborar ou promover a carreira músicos e DJs promissores



Conversar com o famoso radialista/DJ inglês Pete Tong por telefone é uma experiência curiosa. A voz ultra-característica, o jeitão de lorde britânico que sabe bem como lidar e tratar a imprensa, uma boa vontade e simpatia quase excessiva que esbarra num leve ego inflando, que (ainda bem) é maneirado por seu jeitão de lorde inglês.

O quase cinqüentão, ícone da eletrônica mainstream do UK, é DJ desde os 15 anos, quando tocava em casamentos. A coisa ficou séria quando nos anos 80 ele fez parte da Soul Máfia, grupo de DJs de Kent, sua terra natal.

Tudo isso em paralelo a uma carreira de radialista que culminou em 1991 com o surgimento do Essential Mix (Radio One - BBC), farol para as novidades e pódio de consagração para artistas da dance music. Até hoje os sets de convidados no programa rodam a internet como bons sets, fato que o próprio “Pittong” tem conhecimento e, claro, não se importa. Os “essential mix” prediletos dele de 2007 foram dos alemães do Âme e o especial que homenageou a carreira do falecido Tony Wilson.

DATAS
Pittong tem três datas no Brasil: hoje, dia 24/01, ele toca no Eon Dining Club de Curitiba; amanhã (25/01) a festa é na The Week do Rio e sábado (26/01) no Sirena, em Maresias. Todas as festas são de um projeto da Bacardi que trará interações visuais do inglês com o designer Muti Randolph.

Quantas músicas você tem que ouvir por semana? Alguém te ajuda na escolha do que vai ao ar, existe uma equipe para isso?

Não sei na verdade. Mas eu não tenho uma equipe, ninguém que faça especificamente esse trabalho. Tenho sim gente ao meu redor que me ajuda. Eu já perdi as contas porque faz muitos anos. Antes comprávamos vinis, CDs, mas hoje em dia 80% vem de arquivos digitais.

Muita coisa é recomendada por amigos e pessoas que eu confio, outras são músicas que eu ouço por três, quatro semanas até descobrir do que se trata. É um sistema bem honesto e, por mais que o que saia em vinil e CD já chegue antes em arquivos, eu ainda compro muita coisa. Especialmente na Alemanha.

Você já recebeu propostas indecentes para que certa música ou artista fosse ao ar?

Hmmmm. Não mesmo. As pessoas fazem piada às vezes, sempre esperando conseguir algo de mim. Mas, veja bem, eu faço isso há tanto tempo que sou respeitado, as pessoas realmente sabem que eu só toco do que gosto.

E há tantas maneiras hoje em dia de você conseguir, as pessoas podem parar de se preocupar em ter alguma coisa no meu programa e tentar algo, é simples.



Como você analisa o fato da Radio 1 não ser mais tão fundamental para o sucesso de uma track ou de um artista, dos anos 90 pra cá, principalmente com o advento da Internet?

Bem, nos anos 90 realmente era o único lugar de fato (risos). Hoje você tem o MySpace, tantos lugares, tantas escolhas.

E as pessoas agora fazem pesquisas orientadas, a informação é complexa e isso faz com que as pessoas não sejam obrigadas a ouvir o que não querem. Quase todo mundo que gosta de música eletrônica se guia principalmente pela internet hoje em dia. Isso acelerou muito o desenvolvimento da música eletrônica.

Quando a web surgiu, qual foi sua reação? Excitação ou descrença?

Ah, eu me envolvi rapidamente. Facilitou muito minha vida o e-mail, o diálogo. Eu pude falar com DJs antigos, com DJs próximos, com DJs despontando, pude buscar informação e isso rejuvenesceu o programa. Meu networking só teve a agradecer.

Como eu disse, a dance music foi a primeira a abraçar a Internet. E ela é única nesse sentido até hoje, de promoção, de informação e tudo mais. Nem o rock e o hip hop sofreram tanto com esse advento, que é honesto por levar as pessoas ao que elas buscam. Isso só faz tudo ser mais legítimo ainda.

E para 2008, quais são os gêneros e artistas que você aposta?

Hmm, deixe me pensar. (pausa) Não dá para ser rápido quando você tem que escolher bem certas coisas assim (pausa). Bem, acho que o mix eclético dos músicos e DJs ainda vai ser o principal aspecto da música, todo mundo está de cabeça mais aberta.

Isso é saudável, na sua opinião? Nenhum artista ou sonoridade para citar como promessa?

Claro que é saudável, mas na verdade ainda é música eletrônica, e é isso que importa. DJs de house não precisam só tocar house, eles podem ser minimal. Isso está até nas guitarras, como o Soulwax vem fazendo faz uns dois anos já...

Acho que em 2008 a eletrônica vai se aproximar bastante do dubstep, da França e do indie. Os discos serão mais que apenas “releases”, eles serão um fator extra de entretenimento, e com isso será difícil ficar restrito a um gênero só.

Tudo depende de como as coisas são feitas. Alguns artistas tem uma postura esnobe em relação a sua música, então ficam presos a ela.

Se alguém olhar a trajetória de sua carreira, de que maneira te definiriam como DJ? Um DJ de trance?

(Risos) Bem, não sei. Quando penso em trance de hoje em dia eu penso no Tiësto, e nós definitivamente não somos muito parecidos. Mesmo porque o trance tem sido muito tocado e, mesmo que eu ache que com os anos eu tenha conseguido me manter renovado com viagens, o programa de rádio, eu acho que se você analisar o passado dá para dizer que eu toco trance.

Mas isso não importa, eu estive numa festa e o DJ - que eu não lembro quem era - fez uma transição tão absurda de disco para hard techno, em sete minutos. E a reação da pista foi tão intensa e positiva!

A música eletrônica ainda é o principal elemento da música alternativa do Reino Unido?

Oh, cara, tudo tem sido tão disseminado em pequenos núcleos! Se você tentar seguir tudo, pode ficar louco. O underground tem se reinventado lá com essas pequenas festas e eventos acontecendo em todo o lugar.

Você não precisa mais de um grande clube para aproveitar o melhor, e tem muita gente bacana como Switch, Sinden, Hervé, essa garotada que recupera o new wave dos anos 80, todo mundo querendo parecer o Human League, tem tudo a ver com o que eu disse de ecletismo: esse pós-new-rave que já ta surgindo depois do Klaxons, são garotos legais... E o histórico pesa, assim como grandes discos são grandes discos, grandes cidades são eternas cidades.

E Berlim, qual sua opinião sobre a badalação alemã?

Bem, Berlim já é realmente um lugar quase fora do planeta (risos). Mas ainda é muito minimalista, Londres é mais urbana também, mais black, dá para ser mais versátil e se reinventar. E nem é só Londres, você tem as linhas de baixo de Sheffield, o pop de Bristol....

Mas se você está falando de techno, realmente Berlim ainda é rei.

Conte um pouco sobre o filme Beyond the Rave, em que você faz a trilha sonora.

Está tudo indo muito bem. É um filme não muito comum, será lançado primeiro no MySpace, em 20 episódios de quatro minutos. (veja box ao lado)

É o retorno da Hammer (famosa produtora de filmes de terror) depois de quase três décadas, mistura rave com terror, monstros, é muito interessante. Eu nunca estive em Hollywood, não sei como funciona lá para compor uma trilha, mas eu pretendo incluir artistas do momento - gente do Kitsuné e de selos de dubstep, com outras coisas que definitivamente você não vai ouvir no meu programa.


VAMPIROS RAVERS





Como ninguém nunca pensou nisso? O filme Beyond the Rave será lançado esse ano pela famosa Hammer Films, empresa que já produziu Draculas e Frankeinstein e estava parada há décadas. É a história de jovens que buscam namoradas perdidas e refúgios em raves antes de partirem para lutar no Iraque, mas o que eles encontra são, claro, monstruosos problemas.



Fonte: rraurl.com.br

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