Eletro Life

Forum de Música Eletrônica, Mixagens, Produtores, Sets, Atualidades, Dj´s, e Afins.
 
InícioInício  PortalPortal  FAQFAQ  BuscarBuscar  Registrar-seRegistrar-se  MembrosMembros  GruposGrupos  Conectar-seConectar-se  

Compartilhe | 
 

 Depeche Mode (Parte 02)

Ir em baixo 
AutorMensagem
Eletro Life
Admin
avatar

Mensagens : 63
Data de inscrição : 05/01/2008
Idade : 40
Localização : Curitiba - PR

MensagemAssunto: Depeche Mode (Parte 02)   Dom Out 05, 2008 7:09 pm

PARTE 02

1990-1994: Fé e devoção a uma das maiores bandas do planeta

Em 1990, é a vez do lançamento do single Enjoy the Silence e do álbum Violator, também sob a assinatura do produtor Flood (U2, Erasure). O single foi o mais bem sucedido de toda a carreira da banda sua vendagem foi absurdamente incrível, perdendo apenas para gigantes como Madonna(cerca de 200 milhões de discos) e Michael Jackson(104 milhõesde discos). Já o álbum Violator, alguns dizem ser o mais bem produzido de toda a discografia até hoje e um dos melhores álbuns da história do Pop, trazendo mega hits como Personal Jesus. A faixa Policy of Truth também fez enorme sucesso no Brasil. A World Violation Tour foi absurdamente bem sucedida, como por exemplo o show em Nova York para o Giants Stadium, que vendeu 40.000 ingressos em apenas oito horas. Depois dessa turnê, o Depeche Mode emergiu como uma das maiores bandas da época.

Alan aproveita o intervalo para, em 1991, lançar mais um EP do Recoil, o Bloodline, que contava com a participação especial de Douglas McCarthy - do Nitzer Ebb - no vocal em uma das músicas.

Songs of Faith and Devotion é lançado em 1993 e rendeu umas das maiores turnês da história, a Devotional Tour. O álbum, mais uma vez produzido por Flood, abusava das guitarras distorcidas de Martin L. Gore e da bateria acústica de Alan Wilder, e assim que chegou ao mercado, atingiu o primeiro lugar de assalto, tanto no Reino Unido como nos Estados Unidos. Com um estilo mais rock que os álbuns anteriores, o Songs of Faith and Devotion também contou com influências gospel na presença de duas backing vocals de vozes marcantes em Condemnation, In Your Room e Get Right With Me. A turnê durou cerca de um ano e meio e, em 1994, chegou ao Brasil para duas apresentações em São Paulo.

A Devotional Tour também foi documentada e lançada em vídeo (Agora em DVD duplo com extras) junto com uma nova versão do álbum ao vivo, chamada Songs of Faith and Devotion Live; apesar da indicação ao Grammy de Melhor Vídeo Longo de Show e a sua aclamação, o álbum ao vivo foi muito mau em vendas e tomado como um dos maiores erros comerciais da banda. Em 1994, o Depeche Mode tinha atingido o patamar da elite das bandas “de estádio” do mundo, ao lado de U2, R.E.M, INXS e The Rolling Stones.

A longa duração da turnê, o abuso de drogas, as instáveis mudanças de comportamento de David Gahan devido seu vício em heroína e as constantes convulsões de Martin L. Gore geraram desgastes no relacionamento interno. No meio da turnê Andrew Fletcher voltou para casa com uma crise nervosa (fontes afirmam que foi também por causa do nascimento do filho de Andrew na época) e foi substituído nos shows por Daryl Balmonte, assistente da banda e que também trabalhava com o The Cure, inclusive nos shows de São Paulo. Por fim, Flood disse que devido ao inferno moral pelo qual passou dentro da banda, nunca mais trabalharia com ela (mudou de opinião depois e produziu um remix de Freelove em 2001).

1995-1999: A terrível queda, a dolorosa ressureição e o reconhecimento definitivo

Em junho de 1995, Alan Wilder anunciou que estava deixando o Depeche Mode, dizendo que estava “insatisfeito com as relações internas do grupo e métodos de trabalho” (Jaakko's Depeche Mode – acessado em 3 de julho de 2007). Ele continuou trabalhando com seu projeto individual Recoil.

Ainda segundo Jaakko's Depeche Mode, Alan disse que tinha contribuído significativamente com os últimos trabalhos e que sua participação nunca recebeu o respeito e reconhecimento que merecia. Após a saída de Alan Wilder, houve inúmeras especulações se o Depeche Mode continuaria a carreira e se gravaria mais.

Os problemas do grupo eram inúmeros. Notícias que David Gahan havia tentado suicídio correram mesmo sob a negação do cantor. Outra polêmica foi uma overdose quase fatal que Gahan sofreu em sua casa em Los Angeles. Nos meados de 1996, finalmente o cantor se internou em um centro de reabilitação para combater seu vício em heroína e, atualmente, ele se declara completamente livre do vício.

Apesar dos problemas pessoais de David, Martin L. Gore tentou várias vezes entre 1995 e 1996 fazer a banda voltar aos estúdios. Entretanto, David não aparecia e quando ia, levava semanas para conseguir gravar qualquer linha vocal. Apesar das dúvidas sobre a continuidade da banda, inclusive por parte de Martin, após a reabilitação de David Gahan, o Depeche Mode voltou a gravar.

Em Abril de 1997, a banda lança o single It's no Good, maior sucesso desta nova fase. A música ficou muito bem colocada, inclusive no Brasil. Então o álbum Ultra é lançado, dessa vez produzido por Tim Simenon, que já usara a alcunha de Bomb the Bass( conjunto musical eletrônico que fez sucesso no Brasil e no mundo nos anos 80 ) e leva disco de ouro no Brasil. Ultra é o álbum mais pesado e "úmido" da história da banda. Outro single de grande sucesso no mundo foi Barrel Of A Gun, a mais pesada do álbum e uma das mais fortes da banda. Apesar do sucesso dos seus singles e a estréia em primeiro lugar no Reino Unido, o álbum não foi tão bem recebido pela crítica e pela maioria dos fãs, considerando um trabalho "pobre e hermético". Em função dos tratamentos do Dave Gahan para se livrar das drogas e dos próprios problemas da banda na turnê anterior, não houve nada além de duas pequenas apresentações, uma na Europa e outra nos EUA.

Neste mesmo ano Recoil lança o seu primeiro LP, chamado Unsound Methods. Ele contou com muitos artistas convidados, entre eles a cantora Maggie Estep, novamente o vocalista Douglas McCarthy - do Nitzer Ebb - e a backing vocal da turnê Devotional, a saber, Hildia Cambell.

1998 foi o ano em que o Depeche Mode lança a compilação The Singles 86-98 em CD e VHS (The Videos 86-98 ), que incluía um novo single, Only When I Lose Myself (gravada durante a produção do Ultra), de bela letra. Neste mesmo ano, a banda faz uma curta turnê chamada The Singles Tour de apenas quatro meses pela Europa, EUA e Canadá. Nos teclados, assumindo o lugar de Alan, estava Peter Gordeno. Na bateria, o excelente Christian Eigner deu vida ao show, que ficou perceptivelmente mais "orgânico" que nas turnês anteriores. Mesmo se recuperando ainda dos problemas internos e com uma curta turnê, ela atraiu um grande público, deu platina a coletânea (era uma coletânea dupla) e estabeleceu o Depeche Mode como uma banda que não importa se vende bem ou não, sempre tem turnês muito bem-sucedidas (Outras bandas nesse patamar são R.E.M., The Rolling Stones e U2). Também nesse ano foi relançada a edição remasterizada de The Singles 81-85

Ainda em 98, chegou ao mercado um álbum tributo chamado For the Masses que continha versões de canções do Depeche Mode gravadas por bandas como Smashing Pumpkins, The Cure e Deftones.

Anos 2000: Uma grande ascensão


Recoil lança seu segundo álbum, Liquid, em 2000, que não foi muito bem comercialmente.

Exciter veio em 2001, com quatro singles: Dream On - inova com sua mistura de opostos (acústico e eletrônico), I Feel Loved - cumpre bem o papel de faixa comercial, sendo um grande sucesso nos clubes do mundo todo - Freelove- com a sua batida bonita, seu clima serio e seu belissimo final - E por último, já em 2002, é lançado Goodnight Lovers - uma baladinha (de boa letra) que nem chegou a ser executada na Exciter Tour, o que surpreendeu os fãs, que esperavam que The Dead Of Night ou The Sweetest Condition se tornasse o quarto single. Anton Corbijn, que já havia filmado o Devotional em 1993, filmou duas grandes noites da banda em Paris, tendo como resultado o mais ao vivo dos DVDs e um dos melhores da banda, o Depeche Mode: One Night in Paris, lançado em meados de 2002, também contando com a presença de Peter Gordeno e Christian Eigner no palco. A banda aproveita para descansar e trabalhar em projetos paralelos. Ainda em 2002, uma nova edição de The Videos 86-98 é lançada numa edição em DVD duplo, que incluía clipes raros como a versão original de Strangelove, os clipes de One Caress, But not Tonight e Condemanation (Paris Mix).

No início de 2003, Dave Gahan lança o primeiro trabalho solo, Paper Monsters, mais rock que tudo que já se viu no Depeche Mode, com influências até mesmo de blues (Dave Gahan toca até gaita), Dirty Sticky Floors, faixa principal do disco, foi bem executada nas rádios. O álbum teve uma turnê muito bem sucedida, contando com mais quatro excelentes músicos no palco. Com composições próprias, Dave Gahan começa a reclamar o seu espaço no Depeche Mode como compositor, o que gerou muitos comentários em público. Nesse interim, é lançado o álbum de covers (que também continha um DVD) Counterfeit II, projeto paralelo de Martin Gore, que tinha o single Loverman. Mais eletrônico que Dave Gahan, e mais depressivo também, o disco contou com o apoio de uma curta turnê pela Europa e EUA. No palco, dois músicos, além de Martin Gore, incluindo o tecladista Peter Gordeno. Ao final de 2003, o Depeche Mode relança uma edição especial do super clássico 101 em DVD, com dois discos, algumas faixas que não tinham no VHS original e entrevistas recentes com Martin Gore, Dave Gahan e Andrew Fletcher.

Em 2004, Dave Gahan lança o DVD Paper Monsters Live que incluía todas as faixas do álbum ao vivo e algumas do Depeche Mode, como: A Question Time, Never Let me Down Again entre outras. Todas as músicas do álbum foram também lançadas num álbum que só foi vendido pela internet, no formato MP3. Martin também lança uma versão do álbum Counterfeit II com músicas ao vivo desse projeto. É lançada também nesse ano a edição especial em DVD duplo do Devotional, incluindo algum material extra, entre eles as projeções de palco e as versões ao vivo de Halo e Policy of Truth, sem falar de um documentário feito pela MTV europeia na epoca. Também nesse ano, é lançado o álbum duplo Remixes 81-04, com uma edição limitada contendo um terceiro disco. Mike Shinoda do Linkin Park participou de uma nova versão de Enjoy the Silence, que teve até um single e um clipe novo.

Playing The Angel, lançado em 17 de Outubro de 2005, foi precedido pelo single Precious. Gravado em Santa Barbara, Nova York e Londres, Playing The Angel foi criado mais rápido que os dois últimos CDs da banda e, pela primeira vez, incluiu três faixas escritas por Gahan, sendo co-produzido por Ben Hiller (Some Cities, do Doves, e Think Tank, do Blur). Playing The Angel representa um retorno criativo e atualizado à sonoridade dos anos oitenta, sendo um dos melhores trabalhos do grupo em toda a sua carreira.

Grande influência e fonte de inspiração

Em 2 de Novembro, o Depeche Mode ganha o prêmio de melhor banda do ano, no MTV Europe Music Awards, concorrendo com as Pussycat Dolls, Red Hot Chili Peppers, Keane e Black Eyed Peas.

A influência do Depeche Mode pode ser notada por bandas tão diferentes que fizeram um álbum de tributo ao grupo em 1998. O potencial da banda dentro do cenário musical é enorme, principalmente na música eletrônica e Pop. Abaixo, segue-se uma lista de bandas que foram influenciadas, muito ou pouco, por Depeche Mode.

Deftones, Lacuna Coil, Placebo, Camouflage, Linkin Park, Smashing Pumpkins, Rammstein, Paradise Lost, Coldplay, The Killers, Franz Ferdinand, HIM, Keane, The Bravery, Information Society e Pet Shop Boys. Outras menores também, como The Junior Boys, Gus Gus, Veruca Salt, God Lives Underwater, Hooverphonic, Failure, Apollo Four Forty e Monster Magnet.

Existem bandas também que são fãs de Depeche Mode e acredita-se que já trocaram influências com a banda, como é o caso do The Cure, Foo Fighters, Queens of the Stone Age e Nine Inch Nails; ou artistas como Marilyn Manson, Tori Amos e Johnny Cash. Existem também bandas brasileiras que foram influenciadas pelo trabalho do Depeche, como o Skulk ou a banda cover Strange Mode. Os Pet Shop Boys ouviam muito o álbum Violator e o usaram como inspiração para o seu aclamado álbum Behavior. Neil Tennant disse que "Nós estávamos ouvindo o álbum Violator, que era reamente um bom álbum. Ficamos com muita inveja"; enquanto Chris Lowe disse "Eles realmente aumentaram de nível".

Chester Bennington, principal vocalista do Linkin Park foi bastante inspirado pela banda, como pode ser visto pelos seus trajes no clipe de "What I've Done". Outro membro da banda, Mike Shinoda, recentemente afirmou: "Depeche Mode são uma das bandas mais influentes de todos os tempos, e são uma grande inspiração para mim".

Entretanto, a maior e mais criticalmente reconhecida participação da banda foi definitivamente ser peça-chave na "explosão dance music" de Chicago e de Detroid, onde vários DJ's e produtores como Derrick May, Kevin Saunderson e Juan Atkins aclamavam a banda como maior influência, principalmente depois do lançamento do Music For The Masses.

As bandas que influenciaram o Depeche Mode são principalmente o Velvet Underground, Led Zeppelin e The Beatles. Ao vivo, admiram a banda punk The Clash.

A banda resolve dar uma pausa, depois de uma das suas melhores turnês, a Touring The Angel, que teve uma média de 40 mil pessoas por show. Em Setembro de 2006, foi lançado o DVD duplo (com uma rara edição tripla) Touring The Angel: Live In Milan, com duas noites da banda e um grande show na cidade de Milão.

Dave Gahan ja admitiu que esta começando a produzir um novo álbum solo chamado "Hourglass". Mas ainda existe dúvidas se haverá uma turnê de Gahan, pois o site oficial da banda recentemente afirmou que o Depeche Mode já está planejando um novo álbum para 2008.

Existem muitas coisas que o Depeche Mode fez que nehuma outra banda do mesmo gênero faz, como por exemplo ser a única banda de música eletrônica a se apresentar em estádios, ter uma base enorme de fãs dedicados por todo o mundo e sempre ter álbuns estreando no Top 10 da Billboard 200, mesmo com mais de 25 anos de carreira. Seus álbuns vendem em média mais de 3 milhões de cópias; tem 18 singles na US Hot 100, 4 singles em primeiro lugar na US Modern Rock e 7 singles na US Hot Dance/Club Play.

Em Maio de 2007, após cálculos e contagens das gravadoras, chegou-se ao resultado de 12 milhões de cópias vendidas nos E.U.A. sozinhos, não incluindo singles. O Depeche Mode é considerado "a banda de música eletrônica mais popular de todos os tempos" pela grande maioria da crítica e do público mundial; superando grandes concorrentes, como New Order e os Pet Shop Boys.

Discografia

Coletâneas e Compilações

Singles


Depeche Mode live in Berlin 13.07.06



Site Official - Depeche Mode

_________________
Voltar ao Topo Ir em baixo
Ver perfil do usuário http://www.eletroliferadioweb.blogspot.com
 
Depeche Mode (Parte 02)
Voltar ao Topo 
Página 1 de 1
 Tópicos similares
-
» Bandas que não têm baixista mas você adora
» M.Laghus Luthieria - Salvador - Parte II
» Depressed Mode
» Saiu Trailler de Amanhecer - Parte II
» Qual parte do corpo dele que vocês mais gostam?

Permissão deste fórum:Você não pode responder aos tópicos neste fórum
Eletro Life :: House-
Ir para: