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 Depeche Mode (Parte 01)

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MensagemAssunto: Depeche Mode (Parte 01)   Dom Out 05, 2008 7:07 pm



Depeche Mode é uma banda inglesa de música eletrônica formada em 1980 em Essex, Inglaterra.

A banda é a mais duradoura e bem sucedida que emergiu da era New Romantic e New Wave. Um dos grupos precursores do synth pop, o Depeche Mode é um dos maiores e mais importantes representantes da música eletrônica, ao lado de Pet Shop Boys, Erasure, New Order e Kraftwerk. Este movimento musical inglês no início dos anos 80 foi considerado como uma tentativa britânica de responder à influência dos alemães pioneiros da música eletrônica, o Kraftwerk, cujo som e imagem eram imitados por parte dessas bandas.

Com o tempo, o Depeche Mode ficou cada vez mais criativo, maduro e bem-produzido, tomando uma vantagem enorme em cima de seus concorrentes conterrâneos e até sobre o próprio Kraftwerk e hoje é considerado uma enorme influência para diversas bandas de pop e rock atuais, como Smashing Pumpkins, Linkin Park, Lacuna Coil e Deftones. Possuindo também uma lista de fãs ilustres como Marilyn Manson, Scott Weiland, Robert Smith, Tori Amos e Johnny Cash.

Depeche Mode era inicialmente formado por David Gahan (vocalista), Martin L. Gore (tecladista, guitarrista, vocalista e compositor a partir de 81), Andrew Fletcher (tecladista) e Vince Clarke (tecladista e compositor de 80 a 81). Vince Clarke deixou a banda após o lançamento do álbum de estréia em 1981. Ele foi substituído por Alan Wilder, membro de 82 a 95. Após a saída de Wilder, o Depeche Mode continuou a carreira como um trio.

Em 2006, era estimado que a banda já havia vendido mais de 91 milhões de cópias em todo o mundo (35 milhões de singles / 56 milhões de álbuns). A banda teve 44 canções nas paradas britânicas e já esteve mais vezes que qualquer outro artista entre os 40 mais ouvidos no Reino Unido sem alcançar o primeiro lugar. Seus maiores destaques musicais é um forte clima depressivo, romântico e épico, entre arranjos muito diferentes que resultam em uma sonoridade única. Também é reconhecido em parte por suas técnicas de gravação e o inovador uso de samplers. Apesar de exercer muita influência no cenário da Música Eletrônica e Dance, geralmente o Depeche Mode é classificado como Alternativo.

Membros / Componentes:

* David Gahan — Vocal.
* Martin L. Gore — Teclado, Guitarra e Vocal.
* Andrew Fletcher — Teclado, Baixo.


História

Depeche Mode no fim da década de 70: De bandas de Folk ao primeiro sintetizador

A origem do Depeche Mode inclui diversas bandas e músicos. O primeiro passo foi em 1977, quando Vince Clarke conheceu Andrew Fletcher e formaram juntos a banda chamada No Romance in China, com Vince nos vocais e guitarra e Andrew Fletcher no baixo.

Em 1978, Vince Clarke era guitarrista no The Plan, com o amigo de escola Robert Marlow nos vocais.

Entre 1978 e 79, Martin L. Gore era parte de uma dupla acústica chamada Norman and the Worms, com o também amigo de escola Philip Burdett (atualmente, um cantor de música folk) nos vocais e Martin responsável pelo violão.

Em 1979, com Robert Marlow nos vocais e teclados, Martin L. Gore na guitarra, Vince Clarke e Paul Redmond nos teclados, o grupo formou a banda The French Look,

Em março de 1980, Vince, Martin e Andrew montaram a banda chamada Composition of Sound, na qual Vince era o vocalista.

The French Look e Composition of Sound chegaram a tocar juntos em junho de 1980 em uma escola chamada St. Nicholas School Youth Club, em Essex.

Logo após a formação da Composition of Sound, Vince e Andrew passaram a usar com sintetizadores (faziam todo tipo de ‘bico’ possível para conseguir dinheiro para comprá-los ou conseguiam emprestados com amigos).

A entrada de David Gahan no grupo em 1980 só aconteceu depois que Vince o ouviu cantando em uma jam session fazendo uma versão da canção Heroes do David Bowie. A partir da presença de Gahan, o Depeche Mode passou a existir.

1980-1984: Do sucesso inesperado ao industrial obscuro

O nome Depeche Mode foi baseado em uma revista francesa de moda (homônima) que Dave Gahan costumava ler, já que antes de seguir a carreira de cantor, ele estudava para ser estilista.

A tradução do termo gera polêmicas, mas ao pé da letra significa "Despacho de Moda" - sendo que a palavra despacho pode ser interpretada de diversas maneiras, como notícia de extrema importância ou como algo feito com muita rapidez - gerando diversas traduções, por exemplo, "Moda Passageira", "Última Moda", "Moda Rápida" entre outras.

Durante uma apresentação em uma casa de shows de Londres, a banda foi abordada por Daniel Miller, um músico do gênero eletrônico e fundador da renomada Mute Records, que estava interessado em gravar um single pelo seu emergente selo. O resultado deste contato foi Dreaming of Me, lançado em 1981, que alcançou a posição nº 57 nas paradas inglesas.

Encorajados pelo surpreendente sucesso, a banda gravou um segundo single chamado New Life, atingindo a posição nº 11. Três meses depois, a banda lançou Just Can’t Get Enough – o primeiro que entrou nos 10 mais da parada britânica, ficando em 8º lugar. A canção título do single também fez grande sucesso no Brasil, inclusive como trilha da novela Louco Amor-Rede Globo 1983. Este disco foi de várias formas um marco para a banda e seu sucesso abriu o caminho para o primeiro álbum – Speak & Spell, de novembro de 1981, que também chegou ao Top 10. Segundo uma crítica no Melody Maker (jornal britânico especializado em música), era um ótimo álbum, um que teve de ser feito para conquistar novos públicos e satisfazer o público que “just can’t get enough”- simplesmente insaciável.

Durante a turnê e divulgação do Speak & Spell, Vince Clarke passou a declarar um desconforto com o rumo que a banda estava tomando, “não há tempo de fazer nada” (Ellen, M., "A Clean Break", Smash Hits, Fevereiro - 1982). No fim de 1981, Clarke anunciou publicamente que estava deixando o Depeche Mode e, em seguida, se juntou a Alison Moyet para formar o Yazoo (depois, em 1985, formou o Erasure com Andy Bell). Com a saída do principal compositor, o Depeche Mode precisava de uma nova direção. Martin L. Gore, que já havia escrito Tora! Tora! Tora! e Big Muff, assumiu a função.

Em 1982, a banda lançou See You, primeiro single sem Clarke, e que, contra todas as expectativas, ultrapassou os sucessos anteriores atingindo a 6ª posição nas paradas do Reino Unido. No mesmo ano, dois outros singles foram lançados, The Meaning of Love e Leave in Silence, e a banda embarcou em sua primeira turnê mundial – See You Tour. Em setembro, o segundo álbum foi lançado, A Broken Frame, com resquícios da passagem de Clarke pela banda, mas já apresentando um pouco do que a banda se tornaria nos anos seguintes.

Durante o início das gravações de A Broken Frame, a banda percebeu que precisaria de um quarto membro para a turnê e outros compromissos, portanto, no fim de 1981, eles colocaram um anúncio no Melody Maker que dizia: Precisa-se de tecladista para banda bem colocada - não queremos “perder tempo”. Alan Wilder, aos 22 anos, respondeu ao anúncio e, após dois testes com Daniel Miller, foi aceito como o quarto membro do Depeche Mode. Apesar disso, Alan foi informado que não seria necessário para a gravação do álbum propriamente dita, já que a banda queria provar que poderia obter sucesso sem Vince Clarke. A primeira contribuição musical de Alan foi em 1983, no single Get the Balance Right!.

No terceiro álbum, Construction Time Again (1983), o Depeche Mode decidiu trabalhar com o produtor Gareth Jones, no John Foxx’s Garden Studios. O álbum foi uma mudança radical no som do grupo, principalmente pela combinação de Synclavier e Emulator com os synths analógicos usados previamente. Um bom exemplo do novo som é o primeiro single do álbum, Everything Counts, com letra crítica sobre o capitalismo, que chegou a 6º lugar nas paradas britânicas e também entrou nos maiores sucessos na África do Sul, Suíça, Suécia e Alemanha. Alan Wilder também contribuiu nas faixas The Landscape is Changing e Two Minute Warning.

Alan foi responsável por desenvolver alguns clássicos da banda, como o álbum Violator em 1990. Alan era o membro mais empenhado na produção, enquanto a vasta maioria das músicas era compsota por Martin. Ele refinou os demos de Enjoy The Silence(composta por Martin) e Songs Of Faith and Devotion em 1993, sendo esses trabalhos com maior riqueza em termos de produção.

Durante os primeiros anos de carreira, o Depeche Mode havia conquistado grande sucesso no Reino Unido, Europa e Austrália, entretanto, em 1984 o sucesso foi ampliado para os Estados Unidos com o lançamento de People Are People, um “hino” anti-preconceito. Aproveitando o sucesso, a gravadora americana Sire (muito famosa pelo seu apoio ao movimento Punk e as bandas Pós-Punk) lançou uma coletânea com o mesmo título. Um mês depois, o álbum Some Great Reward foi lançado com ótimas críticas. O Melody Maker classificou o álbum como um chamado para “prestar atenção no que está acontecendo por aqui, bem embaixo dos nossos narizes” (McIlheney, B., "Greatness and Perfection", Melody Maker, 29 Setembro de 1984).

O material do álbum foi considerado mais “obscuro” que os trabalhos anteriores, com destaque para os temas de canções como Master and Servant, uma relação agressiva que envolve sadomasoquismo e abusos morais; Blasphemous Rumours, um protesto sobre a arbitrária justiça divina e Lie To Me, sobre adultério. O álbum incluiu também a bela Somebody, uma balada romântica com uma letra menos convencional.

1985-1989: Celebrações negras, amores estranhos e a consagração mundial

Em 1985, após o lançamento de quatro álbuns (dois por ano), Depeche Mode dá uma pausa e lança duas coletâneas. The Singles 81 - 85 para o mercado europeu e Catching Up With Depeche Mode para o americano. Das duas, somente a coletânea européia foi lançada no Brasil, com a faixa inédita Shake The Disease, que foi sucesso de público e crítica e é faixa obrigatória na coleção dos fãs da banda.

Foi durante essa fase que a banda passou a ser associada com a subcultura gótica ( ver cultura gótica ) , que se iniciou na Inglaterra e aos poucos ganhou popularidade nos Estados Unidos. Em oposição, na Alemanha e outros países da Europa, a banda era considerada ícone de adolescentes, um resquício dos primeiros sucessos, mesmo com o tom mais sério e obscuro que as canções tinham ganhando.

A maior transformação do Depeche Mode aconteceu em 1986, com o lançamento do 15º single Stripped e o quinto álbum Black Celebration. As letras se tornaram mais reflexivas e a sonoridade mais complexa sem perder a característica do uso de samplers. Os destaques ficam por conta de Black Celebration e Fly On The Windscreen. Neste álbum, uma música cantada por Martin L. Gore se tornou um grande sucesso nos EUA: A Question of Lust. Nas versões em cd deste álbum há uma bonus track chamada But Not tonight que recentemente ganhou uma linda cover feita por Scott Weilland (Stone Temple Pilots, Velvet Revolver) para o filme Não É Mais Um Besteirol Americano.

O videoclipe de A Question of Time foi o primeiro dirigido por Anton Corbijn, diretor responsável pelos clipes da banda que até hoje que já dirigiu mais de 20 vídeos da banda. Além das gravações ao vivo, ele também assina pelas capas de álbuns e singles.

Alan aproveitou o momento para trabalhar em duas demos, lançado o material como primeira realização de seu projeto paralelo que atendia pela alcunha de Recoil, o álbum recebe o título de 1+2, de 1986.

Em 1987, o álbum Music for the Masses reforça as mudanças no estilo da banda. O produtor Dave Bascombe (produziu Tears for Fears) participou da produção e “aparentemente” a banda havia abandonado os samplers por mais experimentação musical. Na Inglaterra a reação ao novo som foi decepcionante, em oposição ao resto do mundo que adorou e consagrou grandes hits como Strangelove, Never Let Me Down Again e Behind the Wheel. Os críticos aclamaram o álbum quase em unanimidade e o sucesso de vendas nos Estados Unidos foi estupendo.

Seguindo o Music for the Masses, o grupo fez a turnê mundial de 1987 a 1988, a Concert for the Masses Tour. Praticamente todos os ingressos disponíveis para os shows desta turnê se esgotaram e foi encerrada em um show com um público de 80 mil pessoas. Esta turnê foi documentada no vídeo 101 (agora em DVD duplo com extras). No Brasil, o álbum também foi um sucesso de vendas com excelente divulgação nas rádios, principalmente para o grande hit Strangelove – canção indispensável em qualquer referência aos anos 80 e até hoje pode ser ouvida em casas noturnas e eventos em todo o mundo.

Em 1989 é a vez de Martin Gore mostrar seu trabalho solo em Counterfeit, com músicas cover de The Durutti Column, Tuxedomoon, Sparks, entre outros

No meio de 1989. a banda começou a gravar em Milão com o produtor Flood. O resultado dessa sessão foi o single Personal Jesus, completamente diferente das gravações anteriores. Antes deste lançamento, foram colocadas mensagens publicitárias nos jornais do Reino Unido com a frase “your own personal Jesus” – ao pé da letra, seu próprio Jesus pessoal, individual – em seguida, os anúncios incluíam um número de telefone que era discado, ouvia-se a canção. Existem regravações dessa faixa por inúmeros artistas, entre eles Johnny Cash e Marilyn Manson. Em 2006, ela foi escolhida com umas das melhores canções de todos os tempos através de votação pela revista Q.

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