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 História da Música Eletrônica 2º Parte

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MensagemAssunto: História da Música Eletrônica 2º Parte   Dom Ago 31, 2008 8:10 pm

2º Parte

Desenvolvimentos de Stockhausen

Karlheinz Stockhausen em 2005

O estúdio foi amplamente divulgado na comunidade musical. Stockhausen foi um dos compositores que estabeleceu uma longa ligação com o estúdio. Lá, realizou muitas das suas obras, entre elas os Studier I e II. Utilizou nesses estudos ferramentas como o cálculo de frequências com base em relações harmónicas, o serialismo de intensidades e durações, o eco e a reverberação, a inversão sonora ou a note mixtur. A técnica da note mixtur baseia-se na sobreposição de sons sinosoidais que não apresentam relações harmónicas com um som fundamental. Na produção do efeito de reverberação, utilizavam-se inicialmente câmaras de reverberação onde o som era emitido e regravado. Caíram em desuso pelo espaço que ocupavam e foram substituídas por métodos mais simples. Para a modulação dos sons eram empregues filtros afinados para certos centros de frequências, que permitiam favorecer ou empobrecer o som num certo campo de harmónicos. Kontakte (1950-1960) é uma das obras mais importantes de Stockhausen, que combina sons electrónicos com a execução, em tempo real, de partes para piano e percussão.

Em 1956, o músico compôs Gesang der Jünglinge, o primeiro trabalho de grande porte do estúdio de Colónia, baseado em um texto do Livro de Daniel. Paralelamente, um desenvolvimento tecnológico importante foi a invenção do sintetizador Clavivox por Raymond Scott e auxílio de Robert Moog.

Erase-record-replay

A tecnologia erase-record-replay desenvolvida inicialmente para a produção de eco, foi aí explorada de outras formas, na criação de loops, por exemplo. Outra das características importantes na obra é a utilização da espacialização, através da colocação altifalantes de forma conveniente no espaço de execução. Outros compositores, tais como Brün, Hambräus, Heiss, Kagel, Koenig, Ligeti e Pousseur contribuíram para a extensa produção do estúdio de Colónia. Estes criadores de electronische Musik, constituíram a face oposta à corrente francesa da música concreta, complementando-se no desenvolvimento da electroacústica até meados da década de 1960.

Música computacional

Surge o conceito da música computacional, gerada ou composta como o auxílio de um computador. É também um ramo de estudo que examina tanto a teoria quanto a aplicação de tecnologias na área de música. Muito do trabalho nessa área está na relação entre a teoria musical e a matemática. A primeira composição de computador foi gerada na Austrália por Geoff Hill no computador CSIRAC. Posteriormente, Lejaren Hiller usou um computador na década de 1950 para produzir trabalhos que eram então executados por músicos convencionais. O trabalho de Max Mathews nos Laboratórios Bell resultaram no influente programa de computador MUSIC I.

Década de 1960 e 1970: sintetizadores pessoais e a música popular

Minimoog Voyager, um sintetizador analógico

Devido à complexidade em compor com um sintetizador ou computador, a maioria dos compositores continuava a explorar a música eletrônica usando o música concreta ainda na década de 1960. Mas como tal estilo não era gracioso, alguns compositores iniciaram pesquisas para melhorar a tecnologia nesse sentido, levando a três times independentes buscando o desenvolvimento do primeiro sintetizador pessoal.

O primeiro desses sintetizadores foi o Buchla, aparecido em 1963, produto do trabalho do compositor Morton Subotnick. Outro sintetizador foi o criado por Robert Moog, sendo o primeiro a usar um teclado ao estilo de piano. Em 1964 Moog convidou o compositor Herb Deutsch para visitar seu estúdio em Trumansburg. Moog já havia encontrado-se com Deutsch um ano antes, ouvido sua música, e decido seguir a sugestão do compositor para a construção de módulos para música eletrônica. Na época de visita de Deutsch, Moog já havia criado protótipos de osciladores controlados, equipamento que Deutsch usou por um tempo, e posteriormente Moog criou um filtro controlado por voltagem. Moog então foi convidade para a Convenção AES em Nova Iorque no qual apresentou o artigo "Electronic Music Modules" e vendeu seu primeiro sintetizador ao coreógrafo Alwin Nikolais.

Em 1964, Stockhausen compôs Mikrophonie I para tam-tam, microfones de mão, filtros e potenciômetros. No ano seguinte foi composta Mikrophonie II para coro órgão Hammond e moduladores.

Continua...

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